Quando eu calei, Ele falou

19 outubro, 2016

Mas depois de um tempo, aprendi que não há nada mais precioso do que o Silêncio de Deus. Tantas vezes, orei, para que os meus "pedidos do coração" fossem atendidos (aqueles que você não ousa revelar para ninguém, a não ser para Deus). E tantas vezes recebi: "Não!" E também "espere!"

A imaturidade me fazia olhar para as respostas e pensar: Ei Deus! Você está me ouvindo?!. Mas no silêncio dos dias sem resposta, O Espírito Santos estava trabalhando arduamente em favor de mim...

Os NÃO de Deus, eram na verdade benção disfarçadas! Hoje, eu compreendo tão claramente isso. E brota uma gratidão, toda bonita dentro de mim...

Recomeços

03 julho, 2016

O que seria do meu eu agora, sem todas as histórias que vivi? O que eu deixei para trás quando encontrei coisas das quais eu nem sabia que procurava?

E bate uma curiosidade de saber, em quais esquinas eu teria virado, se não fossem os acidentes de trajetos que me foram causados, reflexos dos caminhos tortos que escolhi....

Quando se está no auge das escolhas, você quer abraçar o mundo, pertencer, ser aceito. E então você escolhe, e você pode dizer não, mas diz sim, mesmo sabendo que a outra opção é melhor....

Afinal, o que seria de mim hoje, se eu tivesse falado o que estava entalado na garganta?

Sinto muito, por ter causado tantos danos, em mim, nos outros. Mas quais os outros danos não teriam sido causados sem os que eu causei?

A vida talvez seja um livro de escolhas das quais não posso escolher sem que ela escolha primeiro. Porém, apesar de tudo, posso escolher os pontos como uma forma de recomeços ou de terminar os próximos capítulos, e, quem sabe, a história toda.

Sou uma parte bem pequena, de um universo que também é pequeno perto das mudanças constantes que se tem, durante a vida, que, por outro lado, é bem longa, e por assim dizer, infinita perto das escolhas que deixei para trás, sem que eu pudesse saber das consequências que esse desleixo haveria de trazer.

Mas hoje, eu tirei a poeira do livro, ensaiei uns recomeços novos e me pus a escrevê-los, e vamos ver, onde essas páginas irão me levar....

A saudade é grande, aperta e doí

21 junho, 2016

Um mês....

Hoje faz exatamente um mês, que o telefone tocou, 

e a mais avassaladora de todas as notícias me foi dada. 
Perdi o chão, perdi a motivação, perdi o irmão...

Pontualmente um mês....
Que os dias se tornaram tristonhos e as noites mais longas...

Precisamente um mês...

Que a casa tornou-se vazia, 

as piadas perderam a graça e a saudade tomou conta de todos os cômodos da casa T__T
Faz um mês...

Que desaprendi a dormir sozinha e para os olhos, 

a previsão é sempre de chuva... E chove, e chove...
Propriamente um mês...

Que aprendi, da forma mais difícil, o quão frágil, muito frágil a vida é. 

Nos surpreende muitas vezes de formas boas, 
mas as ruins não deixam de acontecer. 

Meu irmão partiu, Deus quis levar...
E confesso que já questionei, 
e implorei que o teor daquela ligação fosse um engano
como um daqueles pesadelos que se tem durante a noite, 
                                           mas em seguida, você acorda, e está tudo bem...

A saudade é grande, aperta e doí. 

No meu coração te levo, PRA SEMPRE. 

Em breve, muito em breve nos vemos meu irmão, 
não vai demorar.

Me vesti de coragem e fui...

05 junho, 2016

Desmanchei as cordas, lancei-me no barco e me pus a remar. Sem saber onde essas águas agitadas iriam me levar.  Só fui, porque fazia tempo que queria fazer essa viagem.

Tola eu, de achar que o navegar por esses líquidos seria em tons de calmaria, aliás, nunca foi, nem mesmo o “andar em terras firmes’’, porque agora seria diferente. Não é mesmo?

Eu não sabia o jeito certo de remar, mesmo assim me arremessei naquela estremecida torrente barranqueira. Fui… Peito aberto, coração na mão e um frio dos bons, feitos borboletas saltitantes no estômago.

Me pus a remar, porque o vento conspirava a favor, e nessas horas continuar remando é a única coisa que se pode fazer.

Em umas dessas ribanceiras em que a canoa passou, vi minha face projetada no espelho d’água, fiquei-me a olhar e possivelmente na distração, não avistei a nebrina, o olhar ficou turvo e eu quase pedir o controle. Para ser exata, por algumas horas, pedir a direção do leme.

Com o balanço das ondas, eu quase cair do barco, eu até pensei em pular, eu desisto fácil, você sabe. Aquela furiosa tempestade quase me tirou o chão, ela não passava nunca, provavelmente continua aqui, em cima da minha cabeça.

Mas sabe, tenho aprendido que afundar é uma possibilidade quando se estar a remar. Mas eu também descobrir, que no meio de um naufrágio é possível nadar.

Enquanto tiver forças, é preciso continuar a remar, porque a viagem embora algumas vezes se apresente de forma turbulenta, nunca vai ser atoa, no fim se descobre que vale apena.

Quando se avistar o farol e chegar o tempo de atracar o barco. Eu quero descobrir que esta jornada valeu apena, mesmo que tenha sido para a possibilidade do encontro com a minha futura ‘‘eu’’

 Que por mim valeu apena.

Insistência

11 maio, 2016
Diz que não quer e quer,
Bola para frente e anda três passos para trás. Esconder de quem? Se está na cara.
Doe mais passa, não passa e fica, as vezes doe forte outras vezes nem se sente.
 Tempo nem sempre cura tudo...
Diz que virou a página, mais volta, volta tudo outra vez... 
Como se gostasse um pouco disso,
De ler sempre o mesmo livro, ouvir sempre a mesma música, lembrar sempre do mesmo cara e sofrer tudo outra vez...