Por além da sala de aula

28 setembro, 2015

Quero começar dizendo que o filme POR ALÉM DA SALA DE AULA, é um daqueles longas-metragens que eu não me importaria em passar o dia todo assistindo (sim eu sou viciada em filmes :D). Porque ao assistir, sinto vontade de mudar o mundo e ainda recebo uma injeção motivadora do narrador ao ouvir a frase: BASEADO EM FATOS REAIS.

O filme é inspirado na história de vida e no trabalho da professora iniciante Stacey Bess, que é contratada para dar aulas aos filhos dos sem-teto de um abrigo em Salt Lake City (EUA), em meados dos anos 1980. Em toda a sua duração, o filme mostra que é possível superar os medos iniciais da profissão, por meio da Pedagogias do Exemplo e do Afeto. Porque compreendo que exemplo sem afeto, é repressão; afeto, sem exemplo é omissão. A junção dos dois, ou melhor, a intersecção de ambos numa pessoa, é que pode fazer toda a diferença...


Stacey Bess (Emily VanCamp) sempre desejara tornar-se professora e, desde os tempos de escola, batalhara muito para isso. No entanto, aos 16 anos, acaba engravidando e adiando o tão esperado sonho.

Mais tarde, recém-formada e com o apoio do marido e dos dois filhos, ela finalmente parte em busca do primeiro emprego, acreditando ter alcançado suas expectativas. Mas, ao contrário de tudo o que pensara, a escola para qual fora encarregada de trabalhar era um prédio que há muito se transformara em um abrigo para pessoas sem lar.

A sala de aula se encontrava inteiramente deteriorada; não havia material escolar nem verbas nem diretor; os pais das crianças não demonstravam o menor interesse pela educação dos filhos; e, para piorar, seus alunos eram rebeldes e desrespeitosos. Assim, por muitos dias Stacey se sentiu desapontada e sem o menor estímulo para continuar com a árdua função de ensinar as crianças que se propôs a educar.


No entanto, para não decepcionar os filhos, e para que ele não saibam que ela desistiu... Faço aqui uma pausa, e me direciono aos companheiros de profissão. Quantas vezes já pensamos em desistir, diante do cada vez maior e desafiador ato de educar, e acabamos desistindo de desistir, por que amamos nossa profissão? Stacey Besstambém não desistiu, e diante da situação, ela decide encarar de frente e sair à procura de verbas. Mas só encontra resistência por parte das pessoas influentes. 

Contudo, determinada a fazer algo genuinamente importante para ela e pelos outros, ela planeja medidas inovadoras, que mudarão para sempre sua percepção sobre o mundo e de todas as pessoas que dependem dela.


O filme é lindo e envolvente do começo ao fim. Uma educadora que sem recursos, conseguiu envolver uma comunidade carente, sem ter as condições ideias de trabalho, mas fazendo a diferença dentro de suas possibilidades. Um exemplo de como é possível desenvolver uma metodologia eficiente, sem ser refém da tecnologia (que pode ser uma ótima aliada, mas jamais o carro-chefe de um educador). 

E por tudo isso, esse filme que me motiva, me fortalece e faz reacender a chama de o porquê eu escolhi, a área da Educação, o ambiente da sala de aula como profissão.


E para quem ficou com vontade de assistir ao filme é só apertar o play :)

5 comentários:

  1. Eu vi que passou esse filme na sessão da tarde e queria ter assistido até o final, mas tive um compromisso. Só no começo, fiquei preso a TV querendo saber o que ia acontecer, mas assim que tive um tempo termino de assistir. Beijos!

    ANDYZANDO

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    1. Esse, é um daqueles filmes, que vale muito apena gastar tempo assistindo Anderson. Super recomendo!

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  2. Esse filme é ótimo, concordo com você passaria a tarde todo o assistindo e não enjoaria, história muito bem relatada. Beijos.
    http://sonhosnabolsablog.blogspot.com.br/

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    1. Oi Thayná, então você é das minhas kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk :D aprecio muito um bom filme, principalmente, quando este, trás uma abordagem positiva que leva o telespectador refletir. O por além da sala de aula é um desses....

      Um beijo :*

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  3. Assisti há alguns dias atrás e gostei muito...e verei de novo, com certeza!

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